- guia de um ordinário vernáculo -


quarta-feira, 6 de julho de 2011

DE NOVO A CARA PÁLIDA

DE NOVO A CARA PÁLIDA

o não escrito
não gera grito.

o não sentido
não atrai olhares.

o silêncio imposto
me faz ser grato.

o que não se fala
as vezes se percebe.

os mesmos lugares
me induzem ao erro.

as mesmas pessoas
me conduzem ao acerto.

o tempo passado
muda a espera.

o presente poema
me reinaugura.

o novo vazio
é o que me preenche:

de novo
o que se diz
é o que se sente.

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