- guia de um ordinário vernáculo -


sábado, 31 de dezembro de 2011

FINAL ENIGMA

FINAL ENIGMA

então você vê?
sou um alguém confinado
ao mistério de almas outras
uma esfinge em pele de menino
- dizes agora: homem –
já nasci devorando quem
não conseguiu decifrar-me

então não vê
que mesmo sem querer
o que eu gosto em você
é a facilidade com que acaba
com meus mistérios

faz minha rima parecer boba
a poesia não preenche
não basta e não muda

porque me amas no claro
já não me escondo no escuro
não preciso ser cego
tenho o quê?
tenho alguém.

eu quero olhar.

então me parece
que
vês?

o cego sou eu?
ou quem não enxerga é você?

e a dificuldade de largar
os ciúmes do passado
e abrir os olhos para o
futuro e para o presente
mesmo!
por que não?

todos me entendem
ou eu acho que todos
são você?
e você é o meu ‘todos’
entende
vê?

transformei-te
em alguém que me decifra
e meu difícil enigma
não foi para você
- nem de longe –
uma quebra de paradigma

e é por isso
meu amor
que
sua presença
me inspira.

31/12/2011

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