- guia de um ordinário vernáculo -


sábado, 17 de março de 2012

NOSSA ALAMEDA

NOSSA ALAMEDA

parar e morar
por meia hora
(pílulas diárias)
nesse lugar e espaço:

tempos bons e loucos
de desentendida paixão.

é movimento
olhares indiscretos
(um cachorro passou nos olhando)

amor no sentido perfeito
intransitivo positivo
vasto e mais amigo
sem me fazer gemer de dor
por flagelos distribuídos

(de tudo
ficou seu cheiro)

é tempo
de deitar e rir e muito rir
e quando chorar saudar
o sal que fortalece nossas vidas

(sussurros e sombras nas janelas.)

nossa rua
terror e paixão
suspense e tensão
beijo e tesão

meu bem,
acho que com tudo isso
vivemos num filme de ação.

3 comentários:

Ticiana Kilpp disse...

Veja, Evelina lendo um poema desses vai chorar de emoção.

Rodrigo Mota disse...

Veja. eu penso que. Eu amei o seu poema. :)
Parabéns, (:

camilafraga disse...

porra, muito tempo que não passo aqui.

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