- guia de um ordinário vernáculo -


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

UM ALENTO

UM ALENTO

Ensinam aos pequenos que
as pessoas que morrem
viram estrelas.

Boa metáfora,
que esconde uma verdade
simples, calma, serena:

mães não morrem,
mães nos apertam no peito
(mesmo de longe)
e sorriem quando aprendemos
a andar sozinhos na vida.

Sua mãe soltou a sua mão
(talvez cedo demais?...),
mas torce para que você
aprenda a caminhar...

Aquela metáfora é linda, amigo,
mas revela-se falha:
mães não viram estrelas...

Mães são sóis,
são a expansão do universo infinito
que confundindo-se em milhões de constelações
de luz,

amam
distantes,
com amor maior.


14/10/2010

3 comentários:

Baiano disse...

Theus, vc é fera! Vlw mesmo!

clic4 disse...

que linda!

luiz disse...

sou fã dos seus poemas =D

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